07.03.2017

Superação além dos próprios limites

Conheça a trajetória da primeira mulher medalhista no hipismo olímpico

Em 1944, Lis Hartel, dinamarquesa de 23 anos, estava na segunda gravidez quando contraiu Poliomielite, doença conhecida como paralisia infantil, mas que também afeta adultos. Sua filha nasceu completamente saudável, mas seus braços, mãos e pernas estavam paralisados. Apaixonada por cavalos desde pequena, voltou a montar, andar, mover os braços e as mãos, com a ajuda da mãe e do marido. E, apesar de ter as pernas paralisadas do joelho para baixo permanentemente, tornou-se um grande exemplo de luta e superação.

Já em 1947, a amazona conquistou o segundo lugar nos Jogos Escandinavos, mesmo precisando de auxílio para montar em seu cavalo. Com pontuação necessária para participar das Olimpíadas, ela não esteve presente nos Jogos de 1948, já que as mulheres ainda não podiam participar da competição até então.

 

Como o hipismo tornou-se modalidade paraolímpica somente em Atlanta, em 1996, foi na edição seguinte das Olimpíadas, em 1952, nos Jogos de Helsinque, na Finlândia, que Lis Hartel estava entre as primeiras mulheres que puderam competir nos Jogos. Mais do que isso, ela foi a primeira mulher a subir no pódio do hipismo Olímpico, conquistando a medalha de prata. A amazona repetiu o feito nas Olimpíadas de 1956, em Melboune, Austrália.

Lis Hartel conquistou o segundo lugar nos Jogos Olímpicos de 1952

 

Além das conquistas olímpicas, Lis foi 7 vezes campeã do Campeonato Dinamarquês de Adestramento, mas sempre considerou que seu maior triunfo foi abrir o primeiro centro de equoterapia da Europa. Lis Hartel faleceu em 2009, aos 87 anos, sendo 75 deles como amazona e treinadora.  

A história de Lis é mais uma das que nos inspira todos os dias e nos fez querer falar do Dia Internacional da Mulher durante uma semana inteira, porque a gente sabe que, ainda assim, é pouco para compartilhar toda a garra e a força que as mulheres mostram há tanto tempo. #DiadaMulher