27.10.2016

Sérgio Oliva recebe festa em homenagem à conquista das medalhas olímpicas

Na presença da família, amigos e patrocinadores, o cavaleiro encerrou o ciclo olímpico de 2016 e abriu o ciclo de 2020, rumo a Tóquio

Às 20h do dia 26 de outubro, os convidados começaram a chegar no Clube Montonáutica, onde Sérgio Oliva recebia a todos. Quem entrava no salão queria tirar fotos com o cavaleiro que já acumula participações em três mundiais e três Paralimpíadas. "Essas medalhas não são minhas, são do Brasil", repetiu por diversas vezes o atleta ao ser perguntado se era permitido tocar nas pesadas medalhas de bronze.
 
 
 
 
Após a recepção, Sérgio apresentou sua história para todos os presentes. Uma história emocionante, que começa ainda na maternidade. O último dos irmãos trigêmeos a nascer não recebeu oxigênio suficiente na incubadora, o que causou uma paralisia cerebral que comprometeu seus movimentos. Ainda na juventude, aos 13 anos, Sérgio sofreu um acidente e perdeu completamente os movimentos do braço direito. Limitações que nunca o impediram de se tornar um atleta competitivo. Praticante de equoterapia, ele conheceu Marcela Pimentel, sua treinadora até hoje, que o encorajou a experimentar o esporte equestre. O cavaleiro primeiro se aventurou no salto até descobrir o Paradestramento, única modalidade hípica contemplada nas Paralimpíadas. Já são 14 anos no esporte e uma coleção de títulos: sete vezes campeão brasileiro, campeão panamericano, campeão mundial e duas medalhas paralímpicas de bronze.
 
 
Em seguida, Sérgio homenageou seus apoiadores e foi homenageado por eles. Entre as palavras mais faladas, "orgulho", "exemplo" e "futuro". Em nome da Chevaux, uma das marcas patrocinadoras do cavaleiro, Dudu Barreto leu uma carta em que celebrava as conquistas do atleta, exaltava os benefícios do contato com o cavalo e torcia por uma parceria longa e com muitos frutos (leia na íntegra abaixo).
 
 
 
 
Antes do encerramento da cerimônia, a técnica Marcela Pimentel e Andrew Parsons, diretor do Comitê Paralímpico Brasileiro, quebraram o protocolo para fazer um pedido a todos os presentes. A égua Coco Chanel, conjunto de Sérgio Oliva nas Paralimpíadas 2016, foi apenas cedida ao cavaleiro para a competição. Para seguir os treinamentos com Coco Chanel para as Paralimpíadas de 2020, o cavaleiro precisa comprar a égua. Quem puder se juntar ao time e ajudar com doações ou patrocínios, basta entrar em contato com o Sérgio. 
 
"Se em apenas 8 meses de treinamento com Coco Chanel, o Sérgio conseguiu duas medalhas de bronze, imaginem o que eles não são capazes de fazer com 4 anos de treinamento juntos. Temos chance de ouro em 2020". - Marcela Pimentel.
 
 
Confira o vídeo que a Chevaux fez em homenagem ao Sérgio antes das Paralimpíadas
 
 
 
 
Carta da Chevaux na íntegra:
 
Assim como todos os brasileiros, nós da Chevaux também estamos muito orgulhosos do Sérgio. É uma honra e um privilégio poder contribuir um pouco com uma conquista histórica como essa. 
 
Eu convivo com Sérgio no Brasília Country Club, onde também treino com os cavalos do time da Chevaux de Enduro. Conversa vai, conversa vem, nós vimos que tínhamos mais em comum do que a paixão pelos cavalos, tínhamos o mesmo sonho de ver o hipismo brasileiro chegar cada vez mais longe. O Sérgio ainda não era presença confirmada na seleção brasileira, mas faltava muito pouco. E assim começou essa parceria que ainda é recente, mas tem um longo caminho pela frente. 
 
A Chevaux nasceu há pouco mais de dois anos da certeza de que é possível fazer mais pelos esportes equestres no Brasil. Organizamos provas de Salto, Enduro Equestre e, no domingo passado, realizamos nossa primeira prova de Adestramento. Foi um festival hípico que reuniu as essas três modalidades e contou com a presença do Sérgio. Mais do que organizar eventos, nós temos vários projetos para fomentar o hipismo no país: clínicas, intercâmbio de cavaleiros, produção de conteúdo. Tudo isso porque a gente entende que o contato com o cavalo e com as emoções do esporte são capazes de transformar as pessoas. E está aqui o Sérgio pra provar que isso é verdade. 
 
O cavalo nos ensina lições importantes, como a arte de viver em conjunto, a interdependência. Nada é construído sozinho, muito menos no universo equestre. E é por isso que a Chevaux acredita tanto em parcerias, como a que temos com o Sérgio e como tantas outras que ainda queremos construir. Parcerias entre modalidades diferentes, entre empresas, entre pessoas. Nossa união com o Sérgio é a oportunidade de colocar em prática e mostrar para o mundo todo o nosso ideal: o trabalho em conjunto para promover experiências e valores que mudam as pessoas. Experiências e valores que as fazem prestar um pouco mais de atenção na vida, que lembrem da importância de transformar medo em coragem, derrota em aprendizado e vitórias em combustível.
 
Com essas medalhas, nosso cavaleiro com certeza deu um grande passo no fomento do Adestramento e do Paradestramento no Brasil. Hoje, mais brasileiros sabem da existência de um esporte magnífico como o Adestramento. E a Chevaux espera e trabalha para que cada vez mais pessoas tenham contato com o universo transformador do cavalo. Convidamos todos que estão aqui hoje para compartilhar comigo e com o Sérgio dessa paixão por esses animais que nos proporcionam tantos momentos indescritíveis, que nos ensinam tanto. Que todos aqui venham com a gente transformar medo em coragem e sentir um pouco mais a vida. Obrigado, Sérgio, pelo que fez pelo esporte equestre e por permitir que a gente faça parte disso. Esperamos que belos frutos surjam da sua relação com a Chevaux e com todos aqui. Estamos juntos, rumo a Tokyo 2020.