28.11.2017

Marengo

O corajoso cavalo Árabe que acompanhou Napoleão Bonaparte em diferentes batalhas e escreveu seu nome na lista de cavalos de destaque da história

O garanhão tordilho Marengo teria sido levado para França em 1799, com 6 anos de idade, após uma campanha de Napoleão Bonaparte no Egito. Acredita-se que o animal era da linhagem do famoso criador de cavalos da raça Árabe, El Naseri.

Napoleão, imperador francês que conquistou muitos territórios para a França durante seu mandato, teria mais de 50 cavalos. Mas seu animal de guerra preferido e que teve grande destaque foi Marengo, que recebeu este nome após a Batalha de Marengo. O tordilho se machuchou oito vezes em combates, porém continuou acompanhando Napoleão em diferentes momentos históricos, inclusive na Batalha de Waterloo, quando o exército francês foi derrotado pela força britânica. Além dos combates, Marengo se destacava por percorrer corridas de 80 milhas (128km) em cerca de cinco horas. 

 
Na Batalha de Waterloo, Marengo foi capturado pelo 11º Barão Petre, que o levou para a Inglaterra e vendeu para o Coronel John Julius Angerstein. Após a compra, os ingleses tentaram usar Marengo para reprodução, mas não tiveram muito sucesso. O Árabe morreu aos 38 anos, em 1831, dez anos depois de Napoleão Bonaparte, que foi capturado pelos ingleses e exilado na ilha de Santa Helena, onde morreu depois de 6 anos, em 1821.

O esqueleto de Marengo passou a fazer parte do acervo do Museu Nacional do Exército, em 1960 e, em 2017, passou por uma grande restauração, que teve o objetivo de reorganizar a disposição dos ossos e fortalecer a estrutura que mantinha o esqueleto na posição correta de um cavalo. Confira o vídeo (em inglês) que explica o processo de restauração:


Outro importante animal da tropa de Napoleão foi Vizir, também garanhão tordilho, que foi oferecido ao imperador pelo sultão do Império Otomano Selim III. Foi este animal que acompanhou o francês na batalha de Eylau, em 1807, e também o acompanhou durante seu exílio em 1814, na ilha de Elba. Vizir morreu com 33 anos, em 1826, e seu corpo empalhado é parte do acervo do Musée de L'Armée, em Paris.

 

Pintura de Vizir, por Pierre Martinet

 Você já conferiu os outros posts desta série sobre cavalos que, por um ou vários motivos, merecem destaque para os apaixonados por estes animais? Saiba mais sobre o lendário ganhador da Tríplice Coroa de 1973, Secretariat, e também sobre um dos destaques do Salto no Brasil na atualidade, Chevaux Unforgettable SB

 

Referências:

Wikipédia
Brasil Hipismo
Aventuras na História
Mundo Estranho
Conexão Paris