07.04.2017

5 Perguntas para Luiz Felipe Pimenta

Dos bons resultados aos grandes planos: confira as expectativas do cavaleiro para 2017

Cavaleiro que marcou presença em muitos pódios pelos principais campeonatos do Brasil em 2016, Luiz Felipe Pimenta Alves começa 2017 com planos que vão desde seus alunos, em Brasília, até a seletiva para a Copa do Mundo 2018. No ano passado, além de outras conquistas, o brasiliense levou para casa o troféu de vice-campeão na Copa Chuín 2016, ficou com o primeiro lugar na prova de inauguração do picadeiro coberto da Sociedade Hípica Brasileira e, logo em seguida, levou o Indoor do Longiness Rio Equestrian Festival, e fechou o ano conquistando, em casa, o título da Copa Ouro Chevaux. Confira um pouco da nossa conversa com o cavaleiro:

 

O que você acha que foi crucial para estes bons resultados? Quais são seus projetos e os planos para 2017?

Eu acho que se você não tem comprometimento e se dedica diariamente você não consegue atingir o objetivo final, que é o resultado. Então eu acredito que o primordial foi essa dedicação no dia-a-dia mesmo.

Hoje eu tenho uma estrutura na Sociedade Hípica de Brasília e, em parceria com uma aluna, o Manége RM. Nos dois lugares tenho alunos e cavalos de todos os níveis. 

Além dos objetivos particulares de cada aluno, esse ano o calendário vai ser extenso. Com o meu principal cavalo, que é o Valdez, com quem tive muito bons resultados ano passado, vou disputar o ranking sênior, as principais provas do Brasil e grandes prêmios e, também, a seletiva para a Copa do Mundo, que está dentro deste ranking.

O que significaria para você representar o país na Copa do Mundo 2018? Você já representou o Brasil antes? 

Para mim, representar meu país em uma Copa do Mundo é um sonho, como também seria numa Olimpíada ou num PanAmericano. Esse ano eu vou estar disputando essas seletivas e se eu conseguir atingir esse objetivo vai ser a realização deste sonho. Sem dúvida nenhuma será muito significativo. Eu já representei o país em vários sul-americanos, na categoria de base. Eu sei como é a sensação de representar o Brasil e poder conquistar um título pelo o seu país. Sem dúvida é uma sensação maravilhosa. 

Qual dica você daria para quem está começando agora?

A dica que eu daria é que tenha muita paciência, persistência e foco, porque nem sempre a gente consegue as coisas da noite pro dia. Então, quem está começando precisa ter paciência para aprender a trotar, depois galopar, depois dar os primeiros saltinhos, é um processo muito longo até a gente conseguir fazer um percurso e não adianta querer fazer isso do dia para a noite. Cada pessoa tem o seu tempo. Então é importante não esmorecer perante as dificuldades.

 

Luiz Felipe Pimenta e VDL Valdez em apresentação na III Etapa da Copa Chevaux de Salto 2016, no Haras Albar - Campinas/SP

No ano passado você participou de quase todas as etapas da Copa Chevaux de Salto. Sabendo que este ano as provas deste campeonato nacional prometem ser ainda maiores, quais são as expectativas para a Copa Chevaux deste ano?

A Copa Chevaux de Salto já é um dos melhores concursos do Brasil hoje em dia. É um dos concursos que eu com certeza vou prestigiar, em Brasília e no Haras Albar. E a expectativa é grande porque tudo que a Chevaux faz é de alta qualidade. Os concursos do ano passado já surpreenderam demais, com bom nível técnico e de estrutura tanto para os cavalos como para cavaleiros.

Outra coisa muito legal que aconteceu na Copa Chevuax do ano passado foi a união do Salto, Enduro e Adestramento em um mesmo evento (Conjunto Festival Hípico). Foi uma iniciativa que reuniu os cavaleiros das diferentes modalidades, que eu acho que deu super certo e só tem a agregar para todos os esportes.

 

O que você acha que a relação com o cavalo ensina e por que você recomenda o hipismo para as pessoas?

A relação cavalo-cavaleiro estimula muita sensibilidade na gente, porque o animal não fala, mas ele tem sentimentos como a gente e, para entender o cavalo, nós precisamos ter esse sentido aguçado, já que ele também tem dor, medo e outras reações que a gente precisa saber identificar.

Além disso, também recomendo o hipismo porque é um esporte que ensina muitas coisas. Entre elas, aprender a perder, levantar a cabeça e seguir para a vitória, lidar com pressão, ansiedade, competitividade. Além, é claro, dos vários benefícios físicos que o esporte proporciona aos seus praticantes.